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Atualizado às: 05 de dezembro, 2005 - 04h08 GMT (02h08 Brasília)
 
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Chávez conquista maioria parlamentar, dizem aliados
 
Partidária do presidente Hugo Chávez durante votação na Venezuela
Partidária do presidente Hugo Chávez durante votação na Venezuela
Partidos aliados do presidente venezuelano Hugo Chávez afirmam que eles conseguiram todas as 167 cadeiras na Assembléia Nacional, na eleição que foi boicotada pela oposição.

Nenhum dos cinco principais partidos oposicionistas participou da eleição, acusando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de favorecimento aos candidatos governistas.

Apenas cerca de 25% dos eleitores registrados participaram da votação, segundo dados do CNE.

A oposição alega que o baixo comparecimento dos eleitores tira a legitimidade das eleições.

"A Venezuela está falando com seu silêncio", disse Julio Borges, um dos líderes de oposição.

A maioria de dois terços na Assembléia Nacional vai permitir que Hugo Chávez aprove o projeto de acabar com o limite constitucional de dois mandatos presidenciais.

Filas

O Movimento Quinta República, o partido de Chávez, conseguiu 114 cadeiras na Assembléia Nacional, que tem 167, segundo um importante membro do partido, Willian Lara.

Ele afirmou que as cadeiras restantes foram vencidas por aliados do presidente.

Antes da votação, os aliados de Chávez tinham 89 cadeiras na Assembléia.

O correspondente da BBC em Caracas, Greg Morsbach, afirmou que as pessoas fizeram filas para votar nas áreas mais pobres da cidade, onde o apoio ao presidente é grande.

Mas as zonas eleitorais em áreas urbanas de classe média ficaram quase desertas durante a votação, segundo o correspondente.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) disse que 556 dos 5,5 mil candidatos se retiraram da votação para o congresso.

Os oposicionistas propuseram um boicote à eleição alegando que o governo controla o CNE e que as máquinas de votação eletrônica não são confiáveis.

Voto em favela

O presidente Hugo Chávez votou em uma favela de Caracas, rodeado por centenas de simpatizantes. Já é uma tradição do presidente venezuelano votar em uma favela.

Em um discurso após depositar seu voto, Chávez disse que as eleições estavam transcorrendo com tranqüilidade e que os partidos que promovem um boicote contra a votação não atingiram seu objetivo.

"Estes velhos partidos já estão mortos, mas ainda insistem, resistem à morte. Agora, eles aceleraram a própria morte", disse Chávez a jornalistas depois de votar.

Explosões

Poucas horas antes da abertura das urnas, uma explosão provocou danos a um oleoduto no oeste do país, sem deixar vítimas. O governo venezuelano atribuiu a explosão a “sabotagem de grupos terroristas”.

Na sexta-feira, duas bombas de fabricação caseira já haviam explodido em Caracas, levando Chávez a anunciar que estava colocando as forças de segurança em alerta.

Uma terceira bomba teria sido encontrada pela polícia no sábado.

A votação na Venezuela está sendo monitorada por observadores da União Européia e da OEA (Organização dos Estados Americanos), que declararam a votação legítima.

Mas, o grupo de oposição Sumate afirma que ocorreram irregularidades na votação de domingo.

Vantagem

Pesquisas de intenção de voto já mostravam vantagem para os candidatos de Chávez mesmo antes do boicote ser anunciado.

Em diferentes discursos, especialmente na sexta-feira e no sábado, o presidente acusou a oposição de estar tentando desestabilizar seu governo.

Ele também afirmou que o governo americano está ajudando os opositores em seu protesto – o que foi negado por Washington.

Em 2004 Chávez venceu um referendo para reafirmar sua permanência no poder que também foi questionado pela oposição.

Na época, apesar de monitores internacionais terem validado a eleição, muitos partidos de oposição afirmaram que houve fraude no processo.

 
 
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