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Atualizado às: 01 de dezembro, 2005 - 19h03 GMT (17h03 Brasília)
 
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Mais um partido adere ao boicote eleitoral na Venezuela
 
Simpatizante de Chávez mostra a pedestre como votar, em Caracas
Simpatizante de Chávez mostra a pedestre como votar, em Caracas
O boicote às eleições legislativas deste domingo na Venezuela aumentou nesta quinta-feira, com um quarto partido de oposição anunciando sua retirada da campanha em meio a críticas sobre as máquinas para votação eletrônica.

A decisão do partido Primero Justicia significa que mais de metade das agremiações de oposição já se retiraram da disputa.

Os partidos de oposição temem que o organismo eleitoral possa dirigir o resultado da votação.

Funcionários do órgão eleitoral negam as acusações e dizem que a eleição para as 167 cadeiras do Congresso ocorrerão como planejado.

Maioria

O governo do presidente Hugo Chávez pretende aumentar sua maioria na Assembléia Nacional para dois terços, o que permitiria a aprovação de reformas constitucionais bloqueadas pela oposição.

Além do Primero Justicia, outros três partidos de oposição – Acción Democrática, Proyecto Venezuela e o Copei (Partido Social Cristão) – se retiraram da campanha no início da semana, acusando o órgão eleitoral de favorecer os candidatos pró-governo.

Chávez contra-atacou, argumentando que a oposição está tentando prejudicar as eleições e que ela está tramando com os Estados Unidos para desestabilizar o país.

Os simpatizantes do presidente Chávez convocaram uma passeata na quinta-feira em apoio às eleições legislativas.

O governo dos Estados Unidos diz estar preocupado com o estado da democracia na Venezuela, mas nega estar ajudando os partidos de oposição.

Condições iguais

O líder da Acción Democrática, Henry Ramos, pediu a suspensão da eleição até que condições iguais sejam estebelecidas para todos os partidos.

Ele disse a repórteres no início da semana que havia irregularidades no programa das máquinas de votação eletrônica.

Ramos também citou a falta de acesso às listas oficiais de votação e uma “profunda” desconfiança com o trabalho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no qual a maioria dos membros foram indicados pelo governo.

Representantes do conselho vêm negando repetidamente a acusação de que defendem o governo.

As autoridades já removeram as máquinas de identificação de impressões digitais nos postos de votação após líderes da oposição terem dito que o sistema ameaçava a confidencialidade do voto.

O correspondente da BBC em Caracas, Greg Morsbach, diz que apesar do boicote um grande número de candidatos de oposição ainda pretende participar da eleição.

Ele afirma que as divisões dentro da oposição devem contribuir para uma vitória esmagadora do governo, o que daria ao presidente Chávez o controle completo do Congresso.

A eleição de domingo deve ter observadores da Organização dos Estados Americanos e da União Européia.

 
 
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