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Partidos de oposição desistem de eleição na Venezuela | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O maior partido de oposição da Venezuela anunciou nesta terça-feira que não participará das eleições parlamentares previstas para o próximo domingo, junto com os outros dois partidos de oposição. O secretário-geral da Ação Democrática, Henry Ramos, alegou que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) está favorecendo candidatos governistas com "descarada vantagem", segundo o jornal venezuelano El Universal. "Imaginem o que significa para nós, para um partido como o Ação Democrática, dizer hoje que nós não podemos participar do processo eleitoral", disse Ramos, em entrevista coletiva. Segundo o deputado oposicionista, é a primeira vez que o partido se retira de uma eleição em 64 anos. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou os três partidos de oposição de estarem planejando, junto com os Estados Unidos, para desestabilizar o país e afirmou que eles não terão sucesso. O vice-presidente da Venezuela, Jose Vicente Rangel, disse que o partido está saindo da disputa porque sabe que será derrotado. Atualmente, aliados do presidente venezuelano, Hugo Chávez, controlam 53% do Parlamento, mas o objetivo do governo seria aumentar essa proporção para dois terços, o que daria a Chávez uma maioria ainda mais confortável para aprovar reformas. Voto secreto A decisão foi anunciada um dia depois de o CNE suspender planos de introduzir um sistema de identificação por impressão digital, em meio a críticas da oposição de que o sistema ameaçaria o direito do eleitor à confidencialidade do voto. Segundo Ramos, o fato de as máquinas terem sido retiradas confirma que o problema existia. "O segredo do voto não está garantido." Ainda de acordo com o diário El Universal, o deputado do Ação Democrática também alegou fraudes no registro dos eleitores e a parcialidade dos membros do conselho eleitoral (supostamente a favor do governo) como razões para a desistência. O Conselho Nacional Eleitoral já negou repetidas vezes estar beneficiando os candidatos oficiais. O Ação Democrática defendeu a suspensão das eleições até que as supostas falhas sejam corrigidas e os partidos possam competir em condições de igualdade. O secretário do partido rejeitou acusações de Chávez de que a oposição serve aos interesses do governo americano. "Nós não sentamos no colo do embaixador americano", disse Ramos, segundo a agência de notícias Associated Press. Os venezuelanos vão votar para eleger os 167 membros do Congresso. |
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