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Clérigo paquistanês pede que estudantes sitiados em mesquita desistam | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos clérigos mais importantes da Mesquita Vermelha, que está cercada pelas forças de segurança na capital do Paquistão, Islamabad, pediu nesta quinta-feira que os estudantes que estão no local se rendam ou fujam. Abdul Aziz foi capturado na quarta-feira quando tentava fugir do local disfarçado com uma burqa - uma vestimenta adotada pelas mulheres muçulmanas que oculta o rosto e a cabeça. "Depois de sair, vi que o cerco era gigantesco e cheguei à conclusão de que deveríamos desistir", disse Aziz, explicando que percebeu que as pessoas dentro da mesquita não poderiam resistir por muito tempo. Segundo ele, apenas alguns entre as centenas que estão na mesquita estão armados. "Disse a eles para não sacrificarem suas vidas por mim", acrescentou. Corte de água Os estudantes que ainda estão na mesquita agora estão sendo liderados pelo irmão de Aziz, Abdul Rashid Ghazi. Segundo forças de segurança paquistanesas, quase 900 estudantes que estavam no templo já deixaram o local, mas cerca de cem ainda estão no complexo – que inclui madrassas (colégios islâmicos) – e estão armados. O fornecimento de água e comida foi cortado para tentar expulsar os estudantes. Há sinais de que as tropas paquistanesas vêm intensificando o cerco à mesquita. Pelo menos duas grandes explosões foram ouvidas no templo nesta quinta-feira, e há informações de que os soldados destruíram parte da mesquita, abrindo buracos em uma de suas paredes. Os líderes da Mesquita Vermelha alertaram para a possibilidade de ataques suicidas se as forças de segurança invadirem o complexo. O cerco ao templo começou na terça-feira, quando pelo menos dez pessoas morreram nos confrontos entre os estudantes e as forças de segurança. Outras nove pessoas teriam morrido desde então. Nos últimos meses, os estudantes vêm desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo uma campanha em favor da adoção da sharia (lei islâmica), e o governo vinha sendo criticado por não reprimir os militantes. Eles são acusados de cometer crimes como a ocupação de prédios públicos e o seqüestro de policiais e de pessoas que os líderes da mesquita dizem que estão envolvidas em atividades imorais, como prostitutas. |
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