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Soldados cercam mesquita na capital do Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Soldados paquistaneses isolaram na madrugada desta quarta-feira (noite de terça-feira pelo horário de Brasília) a área ao redor da Mesquita Vermelha, na capital do país, Islamabad, onde estudantes muçulmanos estão entrincheirados depois de confrontos com as forças de segurança que deixaram pelo menos 10 mortos. Pouco antes do amanhecer, soldados isolaram com arame farpado as ruas que dão acesso ao complexo - que inclui a mesquita e dois colégios islâmicos (madrassas), um para homens e outro para mulheres - e expulsaram jornalistas da área. O governo paquistanês ordenou a rendição dos estudantes, impôs um toque de recolher de 24 horas na área ao redor da mesquita e cortou a eletricidade do complexo. O ministro do Interior do Paquistão, Zafar Iqbal Warraich, acusou os líderes da mesquita de traição e de "manchar a imagem do Islã". Em uma coletiva de imprensa na madrugada desta quarta-feira (noite de terça-feira pelo horário de Brasília), Warraich disse que homens da polícia, do Exército e de unidades paramilitares estão posicionados ao redor do complexo, com ordens para atirar em qualquer pessoa que saia da mesquita carregando uma arma. O ministro afirmou que membros da administração da mesquita e estudantes que se renderem receberão anistia. Tanto Warraich quanto o ministro de Informação, Mohammad Ali Durrani, disseram que há planos de invadir a mesquita. Durante a noite, clérigos que atuavam como intermediários mantiveram negociações com os dois lados, mas não havia sinal de entendimento. Segundo Syed Shoaib Hasan, correspondente da BBC em Islamabad, depois da meia-noite de terça-feira as ruas ao redor da mesquita estavam desertas, e apenas as unidades paramilitares eram vistas no local. Confrontos Os confrontos de terça-feira deixaram mais de 140 pessoas feridas. Entre os mortos, estão pelo menos dois estudantes, um soldado e um jornalista. Os confrontos começaram quando a polícia tentava intensificar o cerco ao complexo, que é considerado um centro de propagação de islamismo radical na cidade. Durante horas, houve troca de tiros entre os estudantes, policiais e soldados paquistaneses. Os estudantes também atearam fogo a um prédio onde funciona o Ministério do Meio Ambiente. Segundo Hasan, um cessar-fogo foi alcançado com a intermediação de um político de uma coalizão de partidos islâmicos. Nos últimos meses, os estudantes do complexo de madrassas ligado à Mesquita Vermelha vêm desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo uma campanha em favor da adoção da sharia (lei islâmica). Eles também são acusados de cometer crimes como a ocupação de prédios públicos e o seqüestro de policiais e de pessoas que os líderes da mesquita dizem que estão envolvidas em atividades imorais, como prostituição. Depois dos episódios desta terça-feira, o governo do Paquistão foi criticado por não conseguir manter sua autoridade na capital. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, havia dito anteriormente que as forças de segurança não podem invadir a mesquita por medo de ataques suicidas em represália. Segundo correspondentes da BBC no Paquistão, afirma-se que os administradores da mesquita têm amigos poderosos nos serviços de segurança, o que impediu que as autoridades agissem contra eles. No entanto, de acordo com os correspondentes, depois das mortes ocorridas nesta terça-feira a situação poderá mudar. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Choques matam 10 perto de mesquita no Paquistão03 de julho, 2007 | Notícias Entenda a crise política no Paquistão15 maio, 2007 | BBC Report Explosão deixa 24 mortos em hotel no Paquistão15 de maio, 2007 | Notícias Confrontos políticos no Paquistão deixam 34 mortos12 de maio, 2007 | Notícias Atentado suicida fere ministro do Interior do Paquistão28 de abril, 2007 | Notícias Alunas invadem suposto bordel no Paquistão em protesto28 de março, 2007 | Notícias Protesto no Paquistão causa tumulto e deixa feridos; assista16 de março, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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