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Líder de produção de soja na Bolívia diz que Morales chegou em 'boa hora' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líder na produção de soja na Bolívia, o paranaense Nilson Medina, de 44 anos, disse que o presidente Evo Morales chega em “boa hora”. Ele afirmou que em poucos dias na Presidência, Morales “fez mais” do que seus antecessores. Para o empresário e ruralista, hoje, a Bolívia e o Brasil, principalmente pelo gás e pela produçao agrícola, “dependem um do outro”. Dono de sete mil hectares de terras, Medina é definido, por brasileiros e bolivianos, como o mais bem-sucedido entre os cem brasileiros ruralistas que vivem em Santa Cruz de la Sierra. O lugar, fronteira com Mato Grosso, é conhecido por suas terras férteis, mais baratas que as do Brasil, e por ser o endereço mais próspero da Bolívia. Terras improdutivas Nesse departamento (Estado), muitos possuem um carro 4x4, pensam, atuam e se vestem de maneira mais parecida ao brasileiro do que à populaçao indígena de La Paz, por exemplo. Santa Cruz de la Sierra é onde também está a sede da Petrobrás e onde estudam universitários brasileiros nas mais de dez universidades do local. “Atualmente, entre soja e petróleo, o Brasil responde por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) boliviano”, contou ele, que também é diretor da Câmara de Comércio Brasil e Bolívia. A soja, informou, gera 150 mil empregos no país. Desse total, afirmou, 40% gerados pelos produtores brasileiros. Ele disse que não preocupa a declaração de Morales de que vai entregar as terras improdutivas aos mais pobres. “A constituição boliviana é clara. A terra é para quem planta”, afirmou. 'Conciliação' Na entrevista à BBC Brasil, Medina, que diz conhecer bem Morales, afirmou que a Bolívia “precisa de conciliação” e só “uma pessoa humilde e aberta ao diálogo para conseguir isso”. Nascido no Brasil, mas recentemente naturalizado boliviano, ele estudou engenharia agrônoma, trabalhou para uma empresa do setor agrícola, em Londrina, e pediu demissão para tentar a sorte, como agricultor, na Bolívia. Ele ressaltou que, vivendo há catorze anos em Santa Cruz, viu cinco presidentes passarem pelo poder. Gonzalo Sánchez de Lozada, em dois mandatos, foi expulso pelos protestos, em 2003. Jorge Quiroga, que perdeu para Morales, nas últimas eleições presidenciais, governou, interinamente, por um ano e sete meses. Carlos Mesa, que era vice de Sánchez de Losada e comandou o país durante cerca de dois anos, também renunciou em 2005. Seu sucessor constitucional foi o presidente da Suprema Corte de Justiça, Eduardo Rodríguez, que, no domingo, passou a faixa presidencial para Morales. “Tudo o que podia acontecer na Bolívia, já aconteceu. Agora, com um presidente que teve 54% de votos, chegou a hora de ela dar certo para atender ao povo boliviano, que é muito trabalhador e está cheio de esperanças”, disse Medina. |
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