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Um ano depois, Madri faz cúpula sobre terrorismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 200 acadêmicos e especialistas em segurança de todo o mundo estão se reunindo em Madri para discutir formas de combater o terrorismo e promover a democracia. A Cúpula Internacional sobre Democracia, Terrorismo e Segurança foi planejada para coincidir com o primeiro aniversário do ataque a bomba de 11 de março a trens na capital espanhola. A responsabilidade pelas explosões, que deixaram 191 mortos, foi atribuída a extremistas islâmicos. As conclusões do encontro farão parte da chamada "Agenda de Madri", uma série de orientações sobre respostas democráticas ao terrorismo. 'Liberdade' "Só a liberdade pode salvar a liberdade, e a luta contra o terrorismo só vai ter sucesso com o estado de direito", afirmam os organizadores da cúpula, o Clube de Madri – órgão independente formado por mais de 40 ex-chefes de Estado e governo de vários países, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A prioridade desse clube é "contribuir para o fortalecimento da democracia no mundo". A cúpula em Madri, que começa nesta terça-feira e vai até quinta-feira, seria "um passo rumo a esse objetivo". A organização afirma também se tratar de uma forma de honrar "a corajosa população de Madri, que passou por um sofrimento incalculável com os ataques de 11 de março". Políticos, escritores, professores e especialistas em seguranças participarão de debates sobre quatro temas principais: as causas do terrorismo, como enfrentar o problema do terrorismo, respostas democráticas ao terrorismo e o papel da sociedade civil. O secretário-geral do Clube de Madri, o ex-primeiro-ministro canadense Kim Campbell, afirma que um dos pontos mais importantes da reunião será "observar com seriedade as raízes do terrorismo e localizar quais são os fatores sobre os quais podemos exercer controle". Um dos participantes do encontro, o especialista em Oriente Médio e Relações Internacionais da London School of Economics Fred Halliday, disse à BBC que a cúpula vai oferecer oportunidades para se aprender sobre diferentes formas de se combater o terrorismo. "Temos de encarar o fato de que todos os nós estamos voando às cegas no que diz respeito a esta nova forma de terrorismo", disse ele. "Há muitas questões para as quais não temos respostas – como por exemplo, por quanto tempo isso vai durar." Halliday acrescentou que acha importante o papel da Espanha. O país, na opinião dele, envia uma mensagem de que a democracia precisa se defender contra o terrorismo, mas que a defesa da democracia é tão importante quanto. Ele disse que isso é um alerta a países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, lembrando a eles que não devem suspender as liberdades civis do jeito que desejarem para combater o terrorismo. Entre os participantes do encontro em Madri estarão o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que fará um discurso na quinta-feira, o rei do Marrocos, Mohamed VI, o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, e o negociador-chefe palestino Saeb Erekat, entre outros. |
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