|
Líbano tenta arrecadar US$ 9 bi em conferência em Paris | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Líbano espera conseguir US$ 9 bilhões para a sua reconstrução em uma conferência internacional de doadores iniciada nesta quinta-feira em Paris. Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída em conseqüencia da guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006. Na abertura do evento, o primeiro-ministro do país, Fuad Siniora, disse que sem ajuda econômica internacional o Líbano corre o risco de ter um futuro incerto. "O fracasso em atingir os objetivos do nosso programa (de reconstrução) pode prejudicar as metas maiores de estabilidade política e social e de um sistema democrático forte", disse Siniora aos representantes de cerca de 40 países que participam da conferência. O premiê acrescentou que o Líbano, que estava se recuperando economicamente antes do conflito, está agora "à beira de uma profunda recessão". Dívida O presidente francês, Jacques Chirac, anfitrião da conferência, disse que o Líbano está renascendo das cinzas e precisa do apoio da comunidade internacional. "Nós sabemos que a estabilidade financeira é essencial para a estabilidade política no Líbano, portanto, controlar o nível da dívida, que após os confrontos do ano passado aumentaram para 180% de toda a riqueza nacional é a primeira e mais urgente questão a ser resolvida", afirmou Chirac. A França ofereceu emprestar ao Líbano US$ 650 milhões a uma taxa concessionária, enquanto que a União Européia está prometendo outros US$ 520 milhões em ajuda e empréstimos. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, confirmou a promessa de um novo pacote de ajuda de US$ 770 (que ainda tem de ser aprovado pelo congresso), o que aumentaria o nível de ajuda americana ao Líbano para mais de US$ 1 bilhão. Já a Arábia Saudita prometeu mais US$ 1,1 bilhão em ajuda, enquanto que o Banco Mundial e o Banco de Investimentos Europeu anunciaram mais de US$ 2 bilhões. Ajuda simbólica O Brasil, por sua vez, vai doar US$ 1 milhão em programas de cooperação técnica, principalmente na área hospitalar. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que participa da conferência em Paris. O Brasil é o único país da América Latina presente na Conferência Internacional de Ajuda ao Líbano. Amorim não descarta que o Brasil possa vir a fazer novas doações ao Líbano. "A participação financeira do Brasil nesta conferência é modesta, mas, simbolicamente, é importante", disse. Grandes partes da infra-estrutura do Líbano foram destruídas durante a tentativa de Israel de derrotar o movimento islâmico Hezbollah em 2006. O país também tem uma grande dívida, devido aos 15 anos de guerra civil nas décadas de 70 e 80. Momento crucial Economistas em Beirute dizem que a conferência de Paris é extremamente importante e ocorre em um momento em que o alarme está tocando nos mercados financeiros no Líbano. O ministro da Economia do Líbano, Sami Haddad, disse à BBC que qualquer quantia de dinheiro arrecadada ajudaria a diminuir o déficit. "A maior parte vai diminuir a dívida e o serviço da dívida... Nós provavelmente também vamos ganhar algum financiamento para projetos e fundos vinculados à implementação de alguns projetos de infra-estrutura", disse Haddad. Na opinião de economistas, qualquer quantia acima de US$ 3 bilhões ou US$ 4 bilhões em empréstimos e doações seria considerada uma boa notícia. Se o montante ficar abaixo disto, a conferência seria considerada um fracasso. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Oposição encerra greve geral no Líbano24 de janeiro, 2007 | Notícias Premiê do Líbano diz que não se intimidará com greve geral23 de janeiro, 2007 | Notícias Maioria reprova ação dos EUA no Iraque, diz pesquisa mundial23 janeiro, 2007 | BBC Report Brasileiros desaprovam presença militar dos EUA no Oriente Médio23 janeiro, 2007 | BBC Report Chefe militar de Israel renuncia devido à guerra no Líbano17 de janeiro, 2007 | Notícias Israel e Síria teriam mantido conversas secretas16 janeiro, 2007 | BBC Report Milhares participam de protesto do Hezbollah10 de dezembro, 2006 | Notícias Presidente libanês rejeita corte sobre morte de ex-premiê09 de dezembro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||