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Atualizado às: 25 de janeiro, 2007 - 12h18 GMT (10h18 Brasília)
 
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Líbano tenta arrecadar US$ 9 bi em conferência em Paris
 
Fouad Siniora (esq.) e Jacques Chirac
Siniora (esq.) conta com o apoio de importantes líderes, como Chirac
O Líbano espera conseguir US$ 9 bilhões para a sua reconstrução em uma conferência internacional de doadores iniciada nesta quinta-feira em Paris.

Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída em conseqüencia da guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006.

Na abertura do evento, o primeiro-ministro do país, Fuad Siniora, disse que sem ajuda econômica internacional o Líbano corre o risco de ter um futuro incerto.

"O fracasso em atingir os objetivos do nosso programa (de reconstrução) pode prejudicar as metas maiores de estabilidade política e social e de um sistema democrático forte", disse Siniora aos representantes de cerca de 40 países que participam da conferência.

O premiê acrescentou que o Líbano, que estava se recuperando economicamente antes do conflito, está agora "à beira de uma profunda recessão".

Dívida

O presidente francês, Jacques Chirac, anfitrião da conferência, disse que o Líbano está renascendo das cinzas e precisa do apoio da comunidade internacional.

"Nós sabemos que a estabilidade financeira é essencial para a estabilidade política no Líbano, portanto, controlar o nível da dívida, que após os confrontos do ano passado aumentaram para 180% de toda a riqueza nacional é a primeira e mais urgente questão a ser resolvida", afirmou Chirac.

A França ofereceu emprestar ao Líbano US$ 650 milhões a uma taxa concessionária, enquanto que a União Européia está prometendo outros US$ 520 milhões em ajuda e empréstimos.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, confirmou a promessa de um novo pacote de ajuda de US$ 770 (que ainda tem de ser aprovado pelo congresso), o que aumentaria o nível de ajuda americana ao Líbano para mais de US$ 1 bilhão.

Já a Arábia Saudita prometeu mais US$ 1,1 bilhão em ajuda, enquanto que o Banco Mundial e o Banco de Investimentos Europeu anunciaram mais de US$ 2 bilhões.

Ajuda simbólica

O Brasil, por sua vez, vai doar US$ 1 milhão em programas de cooperação técnica, principalmente na área hospitalar. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que participa da conferência em Paris.

O Brasil é o único país da América Latina presente na Conferência Internacional de Ajuda ao Líbano.

Amorim não descarta que o Brasil possa vir a fazer novas doações ao Líbano.

"A participação financeira do Brasil nesta conferência é modesta, mas, simbolicamente, é importante", disse.

Grandes partes da infra-estrutura do Líbano foram destruídas durante a tentativa de Israel de derrotar o movimento islâmico Hezbollah em 2006.

O país também tem uma grande dívida, devido aos 15 anos de guerra civil nas décadas de 70 e 80.

Momento crucial

Economistas em Beirute dizem que a conferência de Paris é extremamente importante e ocorre em um momento em que o alarme está tocando nos mercados financeiros no Líbano.

O ministro da Economia do Líbano, Sami Haddad, disse à BBC que qualquer quantia de dinheiro arrecadada ajudaria a diminuir o déficit.

"A maior parte vai diminuir a dívida e o serviço da dívida... Nós provavelmente também vamos ganhar algum financiamento para projetos e fundos vinculados à implementação de alguns projetos de infra-estrutura", disse Haddad.

Na opinião de economistas, qualquer quantia acima de US$ 3 bilhões ou US$ 4 bilhões em empréstimos e doações seria considerada uma boa notícia.

Se o montante ficar abaixo disto, a conferência seria considerada um fracasso.

 
 
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