14 de março, 2006 - 19h16 GMT (16h16 Brasília)
O primeiro-ministro interino israelense, Ehud Olmert, afirmou que Israel nunca irá abrir mão do assentamento de Ariel, um dos principais da Cisjordânia.
Olmert disse que o assentamento, ao norte de Jerusalém, será "parte integrante de Israel, aconteça o que acontecer".
O governo israelense conedeu status oficial de cidade a Ariel em 1998, que hoje é o segundo maior assentamento na Cisjordânia, com 17 mil moradores.
Na semana passada, Olmert havia dito que iria determinar unilateralmente as fronteiras de Israel dentro de quatro anos, se o seu partido, o Kadima, vencer as eleições marcadas para 28 de março.
Os palestinos querem que a Cisjordânia faça parte de seu futuro Estado, e querem que os colonos judeus sejam removidos.
"Ilegal"
A comunidade internacional considera que todos os assentamentos da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, são ilegais, o que é contestado por Israel.
"Senhoras e senhores, quero deixar isso claro: o assentamento de Ariel será parte inseparável de Israel em qualquer situação", disse Olmert.
"Ariel é Israel", acrescentou.
Ele também afirmou que Israel vai concluir a polêmica barreira na Cisjordânia que até o fim deste ano.
Israel afirma que a barreira é necessária para impedir a atuação de militantes suicidas, mas os palestinos afirmam que ela está sendo usada para expropriar suas terras.