20 de agosto, 2005 - 07h15 GMT (04h15 Brasília)
O governo do Equador afirmou que o Exército poderá abrir fogo contra manifestantes caso eles continuem a paralisar a produção de petróleo em áreas do país por meio de bloqueios nas estradas e ocupação de poços.
Os protestos nas províncias de Sucumbios e Orellana, na Amazônia equatoriana, têm causado significativas reduções na produção de petróleo do país.
O novo ministro da Defesa do país, Osvaldo Jarrín, um general aposentado, disse que os soldados poderão usar a força inclusive para se defenderem.
Entre os relatos de choques na região, David Suarez, um porta-voz dos manifestantes, disse à BBC que o Exército usou balas de borracha contra o protesto, ferindo várias pessoas.
Renúncia
O ministro da Defesa do Equador, Solón Espinoza, renunciou ao cargo na sexta-feira. Ele não divulgou o motivo de sua saída do governo.
A renúncia aconteceu no momento em que o governo equatoriano vive seu período mais difícil desde a posse do presidente Alfredo Palácio, em abril, após a renúncia de Lúcio Gutiérrez.
O ministro da Economia, Rafael Correa, e o presidente da empresa estatal de petróleo, a Petroequador, Carlos Pareja, também pediram demissão em agosto.
A mudança de comando ocorre enquanto as Forças Armadas têm procurado incrementar seus esforços para tentar controlar os distúrbios na região amazônica.
Os militares já retomaram o controle de um aeroporto e prenderam dezenas de pessoas, incluindo um prefeito.
Os manifestantes afirmam que não têm sido beneficiados pela exploração de petróleo em Sucumbios e Orellana.
A economia do país vem sofrendo com a suspensão das exportações pela Petroecuador.
A ministra da Economia, Magdalena Barreiro, disse na sexta-feira que o governo equatoriano estava pedindo à Venezuela para que disponibilizasse fontes alternativas de petróleo.