03 de novembro, 2004 - 10h23 GMT (07h23 Brasília)
Resultados parciais indicam que eleitores de pelo menos 11 Estados americanos votaram pelo banimento do casamento de pessoas do mesmo sexo.
Oklahoma, Geórgia, Dakota do Norte, Kentucky, Michigan, Montana, Ohio, Utah, Mississipi e Arkansas teriam optado pelo banimento do casamento gay com uma ampla margem de vantagem, em um dos referendos realizados em paralelo com as eleições gerais nos Estados Unidos.
No Estado de Oregon, onde se esperava que os eleitores rejeitassem a proposição, o banimento foi aprovado com uma pequena vantagem.
Ativistas do casamento gay prometeram entrar na Justiça para recorrer da decisão.
São Francisco, na Califórnia, tornou-se o primeiro lugar nos Estados Unidos a permitir o casamento gay, no início deste ano.
No entanto, a Suprema Corte do Estado anulou 4 mil dos casamentos gays que haviam sido realizados na cidade.
Mobilização
Alguns analistas afirmam que a polêmica questão levou mais eleitores às urnas, o que poderia ter beneficiado os republicanos.
O presidente George W. Bush defende a mudança da Constituição americana de forma que um casamento só possa ser celebrado entre um homem e uma mulher.
"Ao professar a tolerância nós não deveríamos mudar – ou ter de mudar – as nossas visões básicas sobre a santidade do casamento", afirmou o presidente no terceiro e último debate na TV com o adversário democrata, John Kerry.
Já John Kerry foi criticado pela imprensa por ter trazido à tona a sexualidade da filha do vice-presidente Dick Cheney.
"Eu acho que se você conversar com a filha de Dick Cheney, que é lésbica, ela deve dizer que ela estava sendo o que ela é, que estava sendo como foi desde que nasceu", disse o democrata durante o debate.
As visões de Cheney e Bush parecem ser completamente opostas no assunto, com o vice-presidente defendendo o direito das pessoas de escolher o tipo de relacionamento que querem ter.