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Atualizado às: 16 de setembro, 2004 - 20h25 GMT (17h25 Brasília)
 
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EUA defendem ação no Iraque após crítica de Annan
 
Kofi Annan, secretário-geral da ONU
Para Annan, falta de segurança pode ameaçar eleição no Iraque
O Departamento de Estado americano rejeitou afirmação do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, de que a invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque foi ilegal.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, o uso de força contra o Iraque tem base jurídica sólida.

Boucher disse que a ação militar foi coerente com as resoluções da ONU que mencionavam "graves conseqüências" se o Iraque não atendesse às exigências da organização.

Antes do anúncio da posição americana, três dos aliados dos Estados Unidos - Grã-Bretanha, Austrália e Polônia - também disseram que a iniciativa contra o Iraque justificou-se dentro das leis internacionais.

Na capital iraquiana, Bagdá, o governo interino do Iraque disse que os iraquianos ficaram felizes em ver o fim do regime de Saddam Hussein.

Annan também disse que a situação de segurança no Iraque pode prejudicar a credibilidade das eleições planejadas para o janeiro próximo.

Carta

"Eu tenho indicado que ela (a invasão) não está em conformidade com a Carta (de normas) da ONU do nosso ponto de vista e, do ponto de vista da carta, ela foi ilegal", disse Kofi Annan em entrevista à BBC.

Na entrevista à BBC, Annan ressaltou que a decisão de realizar qualquer ação contra o Iraque deveria ter sido tomada pelo Conselho de Segurança da ONU, não unilateralmente por um Estado membro, como os Estados Unidos.

"Eu sou um daqueles que acredita que deveria ter havido uma segunda resolução, porque o Conselho de Segurança indicou que, se o Iraque não colaborasse, haveria conseqüências", explicou.

O secretário também disse que a comunidade internacional tem aprendido lições dolorosas desde que a guerra no Iraque começou e que a melhor maneira de lidar com essas questões é por meio da ONU.

O governo britânico disse que o próprio procurador-geral da Grã-Bretanha determinou na época que havia uma base legal para invadir o Iraque.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, também rebateu a afirmação de Annan e afirmou que a ação militar foi inteiramente válida em termos de direito internacional.

Howard ainda aproveitou para criticar a ONU ao dizer que a organização fica freqüentemente paralisada pela necessidade de um consenso entre os seus membros.

 
 
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