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Atualizado às: 08 de agosto, 2004 - 09h44 GMT (06h44 Brasília)
 
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Premiê iraquiano faz visita surpresa a Najaf
 
Centenas podem ter morrido em combates em Najaf
Centenas podem ter morrido em combates em Najaf
O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, pediu as milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr que saiam de Najaf rápido, depois de vários dias de combates.

Allawi chegou a Najaf neste domingo, acompanhado de alguns ministros, em uma visita surpresa.

Há informações de que Allawi teria dito não acreditar que a milícia xiita - conhecida como Exército de Mehdi - esteja por trás da rebelião contínua na cidade, e que ela seria obra de criminosos comuns.

Aparentemente, as forças americanas e iraquianas estavam combatendo os simpatizantes de al-Sadr, mas em sua visita à cidade, Allawi teria dito que "recebeu mensagens positivas" do clérigo.

Solução pacífica

"É por isso que não achamos que os responsáveis pela violência em Najaf e no resto do país estejam ligados a ele", disse o primeiro-ministro, segundo a agência de notícias Reuters.

Mas segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Alastair Leithead, Allawi não se comprometeu e pediu aos militantes que baixem as armas e deixem a cidade rápido.

Mas Allawi também pediu a al-Sadr que concorra nas próximas eleições. "O processo político está aberto a todos aqueles que cumprem a lei", disse ele.

No início de abril, al-Sadr liderou uma rebelião que durou dois meses e chegou ao fim depois de uma série de tréguas e acordos.

No sábado à noite, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se ofereceu para mediar um cessar-fogo na cidade.

Segundo um porta-voz de Annan, "ele acredita que, em uma situação como esta, a força deve ser o último recurso. Ele pediu que sejam feitos todos os esforços para se alcançar o cessar-fogo e uma solução pacífica".

Os líderes xiitas também ameaçaram boicotar uma conferência política marcada para os próximos dias, caso a violência não chegue ao fim.

Anistia

No sábado, o governo iraquiano aprovou lei oferecendo anistia aos criminosos comuns, o que foi visto como uma tentativa de cooptar aqueles que têm informações sobre as milícias.

Os simpatizantes de al-Sadr criticaram a lei - que não se aplica aos acusados de assassinato - que teriam descrito como como trivial e insignificante.

Um porta-voz de al-Sadr foi categórico: "anistia é para criminosos, mas a resistência é legítima e não precisa de anistia".

Rebelião

As autoridades iraquianas, por sua vez, ameaçam aumentar os esforços para esmagar a rebelião em Najaf.

O primeiro-ministro disse que "a polícia iraquiana, a Guarda Nacional e o Exército vão aumentar as operações contra os fora-da-lei", informou a agência de notícias AP.

O general Ghaleb al-Jazairi, da polícia iraquiana, disse que suas forças "receberam reforços e novas armas. Vamos acabar com eles, controlar a cidade e não mais permitiremos milícias em Najaf".

Os combates recomeçaram em Najaf na semana passada, depois que forças americanas aparentemente cercaram a casa do clérigo Moqtada al-Sadr - guardada por militantes do Exército de Mehdi.

Nos últimos dias, a revolta se espalhou por Bagdá e outras cidades.

 
 
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