|
Ministros da UE discutem crise do Sudão em Bruxelas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros das Relações Exteriores da União Européia estão reunidos em Bruxelas para discutir, entre outros assuntos, a crise no Sudão. Eles querem que o governo e grupos rebeldes do país retomem as negociações de paz. Os ministros também pretendem conseguir melhorar o acesso de ajuda. A União Européia e os Estados Unidos alertaram que poderiam impor sanções ao Sudão se a situação não melhorar. O ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, deve começar nesta segunda-feira uma visita de três dias à África. A viagem inclui uma passagem pelo Chade e pelo Sudão. Ele deve tentar convencer o governo sudanês a resolver o conflito. Diálogo O presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, disse neste domingo que acredita que a crise em Darfur pode ser resolvida por meio do que ele qualificou de diálogo construtivo. Al-Bashir afirmou na capital sudanesa, Cartum, que seu governo está disposto a cooperar com a comunidade internacional para acabar com a violência na região. No entanto, um líder rebelde de Darfur, Khalil Ibrahim, já disse que seu grupo, o Movimento da Justiça e Igualdade, não vai dialogar com o governo do Sudão até que ele desarme as milícias árabes que atuam em Darfur. Ainda neste domingo, uma autoridade da ONU disse a uma agência de notícias que o número de mortos em decorrência da crise humana em Darfur pode chegar a até 50 mil. Perspectivas desoladoras Falando à agência France Presse, Jan Egeland, coordenador de trabalhos humanitários de emergência das Nações Unidas, disse que as perspectivas são "desoladoras" e "as mortes estão crescendo" na região ao oeste do Sudão. "No milhão de pessoas (que tiveram que deixar suas casas) (...) as mortes já podem variar entre 30 mil e 50 mil. E elas são evitáveis", disse Egeland.
Equipes de ajuda humanitária começaram a restaurar a distribuição de alimentos em dois campos de refugiados no Chade, perto da fronteira com o Sudão. A ajuda aos refugiados nesses acampamentos havia sido suspensa por causa da violência. Acredita-se que cerca de 43 mil pessoas estejam buscando abrigo nesses campos. Falsa impressão “Há uma falsa impressão agora de que as coisas estão melhorando em Darfur porque nós, que trabalhamos com serviços humanitários, estamos conseguindo agir com mais força que antes”, disse Egeland à France Presse. Uma porta-voz do coordenador disse à BBC que o número de vítimas da crise humana em Darfur divulgado por Egeland é apenas uma estimativa, visto que a situação na região continua incerta. Cerca de um milhão de pessoas deixaram suas casas em Darfur desde que o conflito na região começou, no ano passado, e 180 mil refugiados estariam buscando abrigo em acampamentos no leste do Chade. Em fevereiro do ano passado, um grupo rebelde começou a atacar alvos ligados ao governo na região, alegando que Darfur estava sendo ignorada pelas autoridades de Cartum. As milícias árabes, conhecidas como Janjaweed, se mobilizaram para combater os rebeldes. O governo sudanês é acusado de dar apoio a esses grupos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||