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Itália aposta na tradição e no vigor para bater a França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Como uma das mais tradicionais forças do futebol mundial, a seleção italiana chega para a Eurocopa 2004 como uma das principais candidatas a superar a França na briga pelo título. Acostumados a disputar a liga mais competitiva do futebol europeu, os italianos esbanjam vigor físico e obediência tática - o que, muitas vezes, resulta em críticas à falta de criatividade da equipe. Assim como França e Portugal, a seleção treinada por Giovanni Trapattoni também quer mostrar na Eurocopa que o fracasso na Copa de 2002 foi superado. Os italianos também esperam por uma oportunidade para vingar a derrota contra a França na decisão da Euro 2000, na Holanda. Para chegar lá, a Itália precisa passar pela primeira fase em um grupo em que é a favorita absoluta, mas tem como adversários Suécia, Dinamarca e Bulgária - equipes que costumam aprontar diante das grandes potências do futebol. Trio ofensivo Após a derrota para a Coréia do Sul no último Mundial, Trapattoni teve seu emprego ameaçado, mas permaneceu no cargo, manteve a base da equipe e acrescentou algumas novas peças para tentar mudar a sorte da seleção. A diferença mais importante, no entanto, tem sido a escalação de um trio ofensivo com Francesco Totti, Alessandro Del Piero e Christian Vieri. Na última Copa, Del Piero e Totti jogaram juntos por pouco tempo e, quando um dos dois não estava em campo, a força da equipe era reduzida.
A Itália também perdeu o zagueiro Paolo Maldini, que abandonou a seleção após o Mundial de 2002. Em compensação, o meio-de-campo ganhou os reforços de Marco Camoranesi e Simone Perrotta. Os dois novos titulares representam bem o que a seleção italiana promete do meio-de-campo para trás: muita correria e marcação. Seria pouco para uma equipe que quer o título, mas basta acrescentar Totti, Del Piero e Vieri para incluir a Itália entre os melhores da Euro 2004. Além disso, enquanto França, Portugal, Alemanha e Holanda sofrem para acertar suas defesas, a seleção italiana tem recursos de sobra no setor. A zaga formada por Alessandro Nesta e Fabio Cannavaro é a mais forte do torneio e impõe respeito diante de qualquer atacante. E se alguma equipe conseguir passar pelo meio-campo fechado e pela forte defesa da Itália, ainda terá pela frente o goleiro Gianluigi Buffon, apontado como o melhor jogador do mundo na posição. |
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