Bob é um nome simpático. Os Bobs são em geral atores e cantores. Um ou outro, político: quase sempre, alguém que resolveu deixar o Robert de lado para se tornar mais, digamos assim, “povão”.
Uma contradição em termos é sir Bob. Como em sir Bob Geldof. No caso, tem cabimento, uma vez que o título é apenas honorífico, já que o roqueiro, além de destemido organizador de eventos destinados a salvar o mundo, é irlandês de nascimento e alma.
Volta e meia, Bob lidera uma nova campanha. Barba por fazer, descabelado, vestido como um mendigo, em pesado e quase ininteligível sotaque irlandês, Bob reúne os jornalistas e dá seu recado redentor ou sua mensagem política.
Outro dia mesmo, baseado em sua experiência com a música pop, andou xingando o presidente Bush e dando o seu próprio “road map” para a paz no Iraque e países vizinhos.
Bob foi ouvido, publicado e o mundo continuou, gira que é, a girar. Não ficou claro se Bob, que também é quase sir, tinha disco novo na praça. Essas coisas nunca ficam claras.
Custódia
Clara é a nova campanha de Bob. Como é de seu hábito, deu um chega pra lá firme nos juízes e tribunais que, em casos de divórcio, dão automaticamente às mães a custódia dos filhos.
Seu raciocínio não é complicado de explicar, apenas tedioso de repetir: pai também é gente, na retórica do homem que foi casado com uma popular telepessoa chamada Paula Yates, que o deixou pelo roqueiro australiano Michael Hutchence, que mais tarde, em 1997, se enforcou num quarto de hotel.
No ano 2000, quem subiu foi Paula, de overdose de heroína.
Bob se bate e debate agora, através da mídia, pelos direitos dos papais. Em linguagem pesada de roqueiro irlandês. Bob está certo.
Claro que filho pode, às vezes deve, ficar com o pai. Todo mundo viu aquele filme com o Dustin Hoffman e a Meryl Streep.
Bob só tem um problema: explicar ao mundo por que raios foi dar a seus filhos os nomes de Fifi Trixiebelle, ora com 19 anos, Peaches Honeyblossom, 14 anos, e Pixie, de 6 anos, além de ser o guardião legal do filho de sua ex, Paula Yates Hutchence, Tiger Lily, de 6 anos de idade, todos eles nomes de cachorro ou gato.