O Senado americano aprovou por unanimidade uma moção para que o presidente George W. Bush peça à ONU e à Otan (Organição do Tratado do Atlântico Norte) que enviem tropas ao Iraque.
"Bush deveria considerar requerer formalmente, e o quanto antes, que a Otan reúna uma força similar à que mobilizou no Afeganistão, na Bósnia e em Kosovo", diz a proposta, redigida por cinco senadores democratas.
Em uma entrevista coletiva logo após a votação, líderes democratas criticaram a política americana para o Iraque.
De acordo com a agência de notícias France Presse, o senador democrata Joseph Biden, um influente membro do Comitê de Relações Exteriores do Iraque, disse que é hora das autoridades americanas acertarem os ponteiros com França e Alemanha principais opositores da guerra.
"Nós precisamos de mais forças e precisamos deixar claro que nós não somos uma força de ocupação", afirmou Biden.
Custo da guerra
Envolver outros países no Iraque pós-guerra é importante para os Estados Unidos dividirem o alto custo das operações, além do número de baixas cada vez mais freqüentes.
Mortes quase diárias de soldados americanos levaram Bush a admitir que existem problemas de segurança no Iraque e devem levá-lo a aumentar a pressão pela ajuda internacional.
No entanto, declarações do secretário de Estado americano, Colin Powell, foram interpretadas como sinais de que o país está enfrentando dificuldade em obter essa ajuda.
"Eu não posso lhe dar o número exato de tropas (estrangeiras) que estarão envolvidas", disse Powell, em um programa de entrevistas da rede de televisão CNN.
Segundo a agência Reuters, a hesitação de Powell contrasta com o otimismo mostrado pelo subsecretário de Defesa Douglas Feith que, na última segunda-feira, afirmou que 45 países teriam oferecido ajuda militar aos Estados Unidos.